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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Bebê selecionado geneticamente nasce no Brasil com o intuito de curar doença da irmã.

Maria Clara, de 4 dias, nasceu para salvar a vida de Maria Vitória, que tem 5 anos
Vitória, de 5 anos, segura a irmãzinha Clara, que nasceu para ajudá-la a sobreviver.
Nasceu sábado passado o primeiro bebê brasileiro selecionado geneticamente em laboratório de modo a não carregar genes doentes e ser totalmente compatível com a irmã - que sofre de talassemia major, uma doença rara do sangue que, se não for tratada corretamente, pode levar à morte. Maria Clara Reginato Cunha, de apenas 4 dias, nasceu no Hospital São Luiz para salvar a vida de Maria Vitória, que tem 5 anos e convive com transfusões sanguíneas a cada três semanas e toma uma medicação diária para reduzir o ferro no organismo desde os 5 meses.
Nos pacientes com talassemia major - a mais grave e a que realmente precisa de tratamento -, a medula óssea produz menos glóbulos vermelhos e, consequentemente, não consegue fabricar sangue na frequência necessária, podendo causar anemias graves. No Brasil, são pouco mais de 700 pessoas com a doença.
Selecionar embriões saudáveis para tentar salvar a vida de outro filho doente não é novidade - esse procedimento é feito no mundo todo desde a década de 1990. A novidade, neste caso, é que além de não carregar o gene da talassemia major, o embrião selecionado (Maria Clara) também é 100% compatível com Maria Vitória, o que vai facilitar a realização de um transplante de sangue de cordão umbilical.
Segundo o geneticista Ciro Dresh Martinhago, a técnica usada para identificar os genes doentes e também a possível compatibilidade é a mesma - de biologia molecular -, mas exige mais conhecimento específico no caso de analisar a compatibilidade. "A gente coleta uma única célula do embrião para fazer a análise molecular. Ao todo, verificamos 11 regiões do DNA da célula, sendo 2 relacionadas ao gene alterado e 9 relacionadas à compatibilidade, que é mais complexa", explica o médico, diretor da RDO Diagnósticos e responsável pela análise genética.
De acordo com ele, as chances de um casal gerar embriões que sejam compatíveis e não carreguem o gene doente são de apenas 18% - daí a importância da ciência nesses casos. Além disso, a dificuldade de realizar a técnica e a falta de profissionais experientes nessa área são alguns dos motivos que fazem o método ser pouco usado. O primeiro caso de seleção de embrião 100% compatível no mundo aconteceu em 2004.



domingo, 11 de dezembro de 2011

Bulimia, doença de 8 milhões de brasileiros

A doença é geralmente associada a mulheres jovens, mas homens e idosos também podem ser afetados. Para os bulímicos, é como se o espelho refletisse uma imagem distorcida: a pessoa pode estar em forma, mas sempre se vê gorda. 
Ultimamente o tema da bulimia tem sido bastante discutido e esclarecido. Apesar disso, o retrato da doença em nossa sociedade tem apenas aumentado o número de “adeptos”. Chamo de “adeptos” pois muitos desenvolvem o transtorno alimentar propositalmente, como uma ferramenta extra no combate ao excesso de peso. Ou ao que se considera excesso de peso.
As primeiras sensações de um episódio de comilança desenfreada são alívio e saciedade. Mas a culpa surge logo em seguida. “O que vai acontecer com o meu corpo?” Este é o pesadelo de quem sofre de bulimia nervosa, um transtorno alimentar que atinge 1% das mulheres entre os 18 e 40 anos.
Para se livrar da comida ingerida em excesso e do risco de engordar, vale qualquer tentativa. A mais comum é provocar vômito, mas há quem tome doses elevadas de laxantes ou diuréticos. Outros ficam sem comer por dias ou tentam queimar as calorias ingeridas em excesso com horas e horas de ginástica pesada. Tudo isso para evitar o ganho de peso.
A paciente torna-se prisioneira deste círculo vicioso formado pelos ataques de comer, os comportamentos anormais para não ganhar peso e o padrão rígido de peso e forma do corpo.




sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Menor homem do mundo continua na infância por causa de doença

O filipino Junrey Balawing, o menor homem do mundo, com apenas 60 cm de altura, vive preso à infância por causa de uma doença que interrompeu seu crescimento e o faz se comportar como um bebê.
Junrey, que completou 18 anos em junho, passa a maior parte do dia olhando a rua em sua humilde casa, onde mora com os pais e três irmãos mais novos, em uma região montanhosa do município de Sindangan, no sul das Filipinas.
Por chegar à maioridade, o livro Guinness declarou em 12 de junho que ele é o menor homem do planeta, com 59,9 cm. Apesar de ser considerado adulto, nada em seu comportamento o diferencia de um bebê, e assim o tratam as pessoas próximas.
A mãe do rapaz, Concepción Balawing, de 36 anos, não o deixa sozinho em nenhum momento, já que Junrey não consegue andar nem ficar em pé, e o carrega nos braços o tempo todo como se tivesse um ano, idade em que o filipino parou de crescer.
"Quando dei à luz, Junrey estava bem. Ele parou de se desenvolver como uma pessoa normal mais tarde. Quando tinha pouco mais de um ano o médico receitou alguns remédios para fortalecer os ossos, mas ele cresceu muito pouco", explica Concepción.
"Só voltamos a levá-lo ao médico aos 12 anos e o médico nos disse que ele não poderia andar e que não cresceria mais. E nos garantiu que não havia mais nada a fazer, apesar de termos ido a outro médico". Apesar de aparentemente só ser capaz de balbuciar algumas palavras e de repetir o que dizem seus pais, a mãe do rapaz afirma que "seu cérebro funciona bem".
Seu pai, Reynaldo Balawing, de 38 anos, considera que, apesar das aparências, seu filho é consciente do problema e ressalta que "se sente inferior as outras crianças porque muitas o ignoram quando ele as chama".
A situação de Junrey o impediu de ir à escola e ter amigos de sua idade, embora seus pais garantam que algumas crianças da vizinhança brincam com ele de vez em quando e o carregam no pequeno triciclo dado pelo prefeito da cidade.
Quando não está olhando a rua ou brincando com o triciclo, Junrey recorta papéis e pinta cadernos. Seus três irmãos, com idades entre nove e 13 anos, ajudam sua mãe a cuidá-lo e o chamam de "kuya", palavra da língua tagalo usada para mostrar respeito pelos irmãos mais velhos.
A concessão do recorde do mundo causou comoção nesta humilde família que vive da pequena renda do trabalho como ferreiro de Reynaldo, mas não tirou a família de Junrey da pobreza.
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