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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Estudo identifica planetas com mais chance de vida extraterrestre.



O exoplaneta Gliese 581g – no primeiro plano desta imagem artística, com três outros que compõem o sistema – foi considerado o mais parecido com a Terra, em uma lista dos planetas mais propensos a abrigar vida extraterrestre. (Foto: Lynette Cook/ Nasa)
A lua de Saturno Titã e o exoplaneta Gliese 581g estão entre os planetas e luas mais propensos à existência de vida extraterrestre, segundo um artigo científico publicado por pesquisadores americanos.
O estudo da Universidade de Washington criou um ranking que ordena os planetas e satélites segundo a sua semelhança com a Terra e de acordo com condições para abrigar outras formas de vida.
Segundo os resultados publicados na revista acadêmica Astrobiology, a maior semelhança com a Terra foi demonstrada por Gliese 581g, um exoplaneta – ou seja, localizado fora do Sistema Solar – de cuja existência muitos astrônomos duvidam.
Índice de Similaridade (Terra = 1)
Gliese 581g – 0,89
Gliese 581d – 0,74
Gliese 581c – 0,70
Marte – 0,70
Mercúrio – 0,60
HD 69830d – 0,60
55 Cnc c – 0,56
Lua – 0,56
Gliese 581e – 0,53
Em seguida, no mesmo critério, veio Gliese 581d, que é parte do mesmo sistema. O sistema Gliese 581 é formado por quatro – e possivelmente cinco – planetas orbitando a mesma estrela anã a mais de 20 anos-luz da Terra, na constelação de Libra.
Condições favoráveis 
Um dos autores do estudo, Dirk Schulze-Makuch, explicou que os rankings foram elaborados com base em dois indicadores.
O Índice de Similaridade com a Terra (ESI, na sigla em inglês) ordenou os planetas e luas de acordo com a sua similaridade com o nosso planeta, levando em conta fatores como o tamanho, a densidade e a distância de sua estrela-mãe.
Já o Índice de "Habitabilidade" Planetária (PHI, sigla também em inglês) analisou fatores como a existência de uma superfície rochosa ou congelada, ou de uma atmosfera ou um campo magnético.
Índice de Habitabilidade (Terra = 1)
Índice de Habitabilidade (Terra = 1)
Titã – 0,64
Marte – 0,59
Europa – 0,49
Gliese 581g – 0,45
Gliese 581d – 0,43
Gliese 581c – 0,41
Júpiter – 0,37
Saturno – 0,37
Vênus – 0,37
Enceladus – 0,35
Fonte: Astrobiology
Também foi avaliada a energia à disposição de organismos, seja através da luz de uma estrela-mãe ou de um processo chamado de aceleração de maré, no qual um planeta ou lua é aquecido internamente ao interagir gravitacionalmente com um satélite.
Por fim, o PHI leva em consideração a química dos planetas, como a presença ou ausência de elementos orgânicos, e se solventes líquidos estão disponíveis para reações químicas.
'Habitáveis'
No critério de habitabilidade, a lua Titã, que orbita ao redor de Saturno, ficou em primeiro lugar, seguida de Marte e da lua Europa, que orbita Júpiter.
Os cientistas acreditam que Europa contenha um oceano aquático subterrâneo aquecido por aceleração de maré.
O estudo contribuirá para iniciativas que, nos últimos tempos, têm reforçado a busca por vida extraterrestre.
Desde que foi lançado em órbita em 2009, o telescópio espacial Kepler, da Nasa, a agência espacial americana, já encontrou mais de mil planetas com potencial para abrigar formas de vida.
No futuro, os cientistas creem que os telescópios sejam capazes de identificar os chamados "bioindicadores" – indicadores da vida, como presença de clorofila, pigmento presente nas plantas – na luz emitida por planetas distantes.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mulher Dá à Luz Quíntuplos em Goiânia; Chance é de Uma em 40 Milhões

Nasceram na manhã desta quinta-feira (9) no Hospital Materno Infantil, em Goiânia, os bebês quíntuplos da costureira Rosivan Rodrigues da Silva, 33.
Guilherme, Lucas, Gustavo, Amanda e Jéssica pesam entre 860 gramas e 1,25 quilos e têm, em média, 37 centímetros cada. Todos estão em incubadoras na UTI do hospital e respiram por aparelho. O estado de saúde dos bebês é considerado grave.
Rosivan estava grávida de pouco mais de seis meses e começou a sentir contrações à 1h50 de hoje. Dez minutos depois, a bolsa se rompeu. Ela foi levada às pressas da casa onde mora com a irmã e o cunhado, em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital, para o hospital.
No caminho, eles pediram apoio de uma equipe da Polícia Militar para encurtar o tempo até o hospital. “Foi uma correria, parecia cena de filme”, relata o cunhado de Rosivan, Emivaldo Alves Batista.
O parto teve início às 6h27. Participaram da equipe dois obstetras, um anestesista, cinco pediatras e quatro enfermeiras. A cesariana durou cerca de uma hora e meia. A diferença entre o nascimento de cada um dos bebês é de apenas alguns minutos. Eles foram direto para a incubadora. A mãe já está no quarto e deve ter alta na semana que vem.
Segundo o médico Zacharias Calil, o que mais preocupa é o sistema respiratório dos bebês. Como eles têm baixo peso, a capacidade pulmonar está comprometida. Ainda não há previsão de quanto tempo eles ficarão na UTI. “Temos que monitorar a respiração e esperar que eles ganhem peso”, afirma Calil.Raridade
A gravidez de Rosivan é considerada raríssima. A probabilidade é de que aconteça em uma a cada 40 milhões de mulheres. O que mais chama a atenção é que nem ela, nem o marido, que é de Ji-Paraná (RO), fizeram tratamento de fertilidade. Eles estão casados há 10 anos e tinham planejado a gravidez.
Assim que soube que estava grávida, no começo do ano, a costureira se mudou para Goiânia, onde vive sua família. A primeira ultrassonografia, em março, revelou que ela esperava três filhos. Dois meses depois, um novo exame revelou a presença de mais um bebê. O quinto só foi descoberto na terceira ultrassonografia.
Para a irmã de Rosivan, Delmária Rodrigues, o nascimento dos sobrinhos é um milagre. “Nosso medo é de que tivesse algum problema no parto, mas tudo correu bem.” Maria de Nazareth Rodrigues, mãe da costureira e avó dos quíntuplos, calcula que serão usadas cerca de 2.000 fraldas por mês.
Desde a descoberta da gestação de quíntuplos, a família vem recebendo diversas doações. As ajudas vêm de entidades beneficentes e de empresas privadas. A CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) criou uma conta corrente para que sejam feitas contribuições em dinheiro. Uma cooperativa de crédito também está arrecadando fundos para dar uma casa à família.
Delmária diz que a irmã vai ficar em Goiânia nos primeiros meses. Só depois, decidirá se vai se mudar para a capital. “Vai depender se ela e o marido conseguirem emprego e se tiverem casa para morar”, afirma.


Fonte:
Uol